Início » Nativas » Árvores e Palmeiras

Manduvi - Sterculia apetala

O Manduvi (Sterculia apetala) é uma árvore da família Malvaceae também conhecido como amendoim-de-bugre e amendoim-de-arara. www.colecionandofrutas.com.br_stherculiacuriosa_arquivos_image003.jpg

Características

Árvore de grande porte, com distribuição tropical e de crescimento rápido. A madeira, em seu cerne, apresenta coloração marrom-avermelhada e alburno amarelo-claro (entenda-se a parte periférica do tronco, geralmente de cor mais clara do que a parte central, constituída por células vivas com função de condução de água). Os anéis de crescimento são bem distintos para a contagem de sua idade.

Esta árvore é uma espécie-chave para a preservação da arara-azul no Pantanal brasileiro e por duas razões. Primeiro porque essas aves utilizam, em 94% dos casos, as cavidades existentes nesta espécie arbórea para fazer seus ninhos. Além disso, tem as sementes, que são consumidas em grande quantidade pelas araras.

O manduvi é uma árvore de grande porte, mas vem também diminuindo em quantidade na natureza em função do manejo inadequado dos habitats, o que pode estar comprometendo a espécie. Além disso, as sementes torradas são consideradas uma iguaria pelos nativos da região, que também fazem grande uso delas. É pressão para todo lado, fora as queimadas, as derrubadas e as próprias intempéries.

Além das araras-azuis, fazem uso de seu refúgio o gavião-relógio, o urubu-comum, o pato-do-mato e a arara-vermelha, entre outras aves.

Época de frutificação e florada

Não disponível no momento.

Cultivo

Não disponível no momento.

Aves mais atraídas pela planta

Araras, papagaios, periquitos, tuins e tucanos, entre outras. É o principal alimento da arara-azul-grande no Pantanal Matogrossense.

Esta árvore é uma espécie-chave para a preservação da arara-azul no Pantanal brasileiro e por duas razões. Além de servir de alimento, essas aves utilizam, em 94% dos casos, as cavidades existentes nesta espécie arbórea para fazer seus ninhos.

Ocorrência natural

Natural do Brasil. Ocorre no Pantanal, dentro de manchas (capões) e de corredores (cordilheiras) de floresta semi-decídua não-inundável.

Referências